Veja tudo o que o seu navegador revela sobre você no momento em que esta página carrega. Sem cliques.
O detector de navegador responde em segundos a uma pergunta que parece simples e não é: o que exatamente o seu navegador conta sobre você para cada site que você abre. A resposta vai muito além do nome e da versão. Ela inclui sistema operacional, arquitetura do processador, número de núcleos, resolução, fuso horário, idiomas, placa de vídeo e uma assinatura que pode identificar o seu aparelho mesmo sem cookies. A versão 2.0 da ferramenta do ToolsPivot lê todos esses sinais assim que a página carrega e explica, campo por campo, o que cada um revela. Se você quer só o número de IP isolado, o consultor de endereço IP resolve mais rápido.
A ferramenta exibe dezenas de sinais em sete cartões temáticos, cada um com uma explicação em linguagem comum abaixo do valor bruto. A versão anterior mostrava quatro linhas: navegador, versão, plataforma e user agent. A reconstrução trocou essa leitura rasa por um painel de diagnóstico com cartão de destaque, avaliação de identificabilidade e exportação.
Os sete grupos são navegador, sistema operacional, dispositivo, tela, localização e rede, idioma e horário, privacidade e impressão digital. O grupo de rede é o único que depende de consulta externa, porque nenhum navegador enxerga o próprio IP público sozinho. Para checar vários endereços de uma vez, o localizador de IPs em massa faz o trabalho em lote.
Todo o processo roda no seu navegador, em JavaScript, sem formulário e sem botão. São cinco etapas encadeadas que terminam antes de você rolar a página.
Leitura imediata. No instante em que a página renderiza, o script consulta os objetos navigator, screen, Intl e WebGL. Não existe espera nem processamento em servidor.
Interpretação da string de user agent. Um analisador compacto separa navegador, versão, motor de renderização, sistema e tipo de dispositivo. Em seguida, a chamada getHighEntropyValues dos User-Agent Client Hints acrescenta arquitetura, versão da plataforma e modelo do aparelho quando o navegador aceita entregar esses dados.
Hardware e exibição. Núcleos de CPU, memória aproximada, pontos de toque, resolução da tela, área útil da janela, profundidade de cor, densidade de pixels, fuso horário e idiomas saem direto das propriedades padrão do navegador.
Consulta de rede. Uma requisição HTTPS sem chave de API parte do seu navegador para um serviço de geolocalização de terceiros. Esse serviço enxerga o IP real da conexão e devolve provedor, ASN e cidade aproximada. Uma sondagem WebRTC revela em paralelo o IP local da máquina, que é o teste clássico de vazamento de VPN. Quem precisa mapear registros de domínio pode complementar com a consulta de DNS.
Privacidade e assinatura. Cookies, Do Not Track, Global Privacy Control, a identificação da GPU pelo WebGL e um hash de canvas entram em um cálculo FNV-1a que produz um identificador curto e uma avaliação de identificabilidade.
Cada cartão agrupa sinais da mesma natureza, para que você leia o conjunto e não valores soltos.
Nome, versão, motor de renderização, user agent bruto e o painel de Client Hints ficam no primeiro cartão. Abaixo vêm nome, versão e arquitetura do sistema, com distinção entre ARM e x86 quando o navegador informa. O cartão de destaque combina navegador e sistema em uma linha e compara a versão detectada com a referência da linha estável. Desenvolvedores que precisam ver o que o servidor recebe podem cruzar o resultado com os cabeçalhos HTTP da requisição.
Tipo de aparelho, fabricante, modelo, número de núcleos lógicos, memória estimada e suporte a toque compõem o cartão de hardware. O cartão de tela traz resolução física, área disponível, tamanho da janela de visualização, profundidade de cor, proporção de pixels e orientação. Essa combinação é a mesma que sites de e-commerce usam para decidir qual layout entregar, e é por isso que o simulador de resolução de tela costuma ser o passo seguinte em testes de front-end.
IP público, provedor de acesso, ASN, cidade aproximada, tipo de conexão e IP local via WebRTC formam o cartão de rede. O cartão seguinte reúne idiomas aceitos, fuso horário IANA, locale ativo e horário local.
Aqui aparecem o estado dos cookies, o cabeçalho Do Not Track, o sinal Global Privacy Control, a string de renderizador do WebGL, o hash de canvas, o identificador curto de impressão digital e a avaliação de identificabilidade. Essa avaliação nomeia quais sinais específicos deixam o seu navegador destacado do resto, em vez de inventar uma estatística de raridade que nenhuma ferramenta consegue medir com honestidade.
Na maioria dos dias essa informação é irrelevante. Ela vira urgente em situações específicas, quase sempre quando algo já quebrou.
Antes de acessar internet banking. Bancos brasileiros mantêm uma lista de versões suportadas e bloqueiam recursos em navegadores antigos. Quando o botão de confirmação de uma transferência via Pix não responde, a versão desatualizada costuma ser a primeira suspeita. Vale checar também o certificado SSL do site antes de digitar qualquer credencial.
Em testes de controle de qualidade. Quem mantém loja no Mercado Livre, na Shopee ou em plataforma própria precisa registrar em qual combinação de navegador e sistema o layout quebrou. Sem esse registro, o desenvolvedor não reproduz o problema.
Ao auditar a exposição de um dispositivo corporativo. Equipes de segurança usam o painel para documentar quais sinais um aparelho entrega antes de definir política de navegador. O verificador de segurança de sites cobre o lado do destino visitado.
Uma equipe de TI em regime híbrido recebe relatos vagos de erro. O analista envia o link, o colaborador baixa o relatório em TXT e anexa ao chamado, que chega com navegador, versão, sistema, resolução e provedor de acesso.
Uma agência que atende contas sujeitas à LGPD precisa demonstrar quais sinais o site do cliente consegue captar de um visitante comum. O painel de identificabilidade serve como evidência visual em apresentação, e o testador de privacidade de e-mail cobre o canal de disparo de mensagens.
Um profissional que atende clientes por acesso remoto quer confirmar que o navegador de trabalho não está entregando mais do que deveria. Ele checa cookies, Do Not Track, GPC e o hash de canvas, e trata o resultado como linha de base. A conferência de credenciais fica por conta do verificador de força de senha.
A string de user agent é um texto que o navegador anexa a cada requisição HTTP e que descreve, em formato herdado dos anos 1990, quem está pedindo a página. Um exemplo típico do Chrome em Windows tem esta forma:
Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; Win64; x64) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/120.0.0.0 Safari/537.36
O trecho Mozilla/5.0 é um resquício de compatibilidade que quase todo navegador ainda envia, e AppleWebKit e Safari aparecem por herança semelhante mesmo fora do Safari. O que importa de fato é o nome e a versão do navegador.
Essa string vem perdendo detalhe. O Chrome congelou boa parte dos valores para reduzir rastreamento, o que significa que a versão menor e a versão do sistema podem vir zeradas. Os User-Agent Client Hints existem para preencher essa lacuna: o site pede explicitamente arquitetura, versão completa da plataforma ou modelo do aparelho, e o navegador decide se entrega. Navegadores baseados em Chromium respondem. Firefox e Safari não implementam a interface, e nesses casos o painel mostra o campo como indisponível em vez de estimar.
A impressão digital de navegador é uma técnica que combina sinais aparentemente inofensivos até formar um identificador quase único, e ela funciona sem cookies. Resolução, fontes instaladas, modelo de GPU, fuso horário e lista de idiomas raramente se repetem na mesma combinação. É por isso que apagar cookies ou abrir uma aba anônima não elimina o rastreamento.
No Brasil, a LGPD trata dados que permitem identificar uma pessoa natural como dados pessoais, e a discussão sobre em que medida uma assinatura de navegador se enquadra nessa definição segue viva entre especialistas e na atuação da ANPD. O ponto prático é outro: você não controla o que os sites coletam, mas pode saber o que o seu navegador está entregando. Para quem publica um site e precisa formalizar essa coleta, o gerador de política de privacidade monta o documento base.
A avaliação da ferramenta não promete um número de raridade. Ela lista quais sinais fogem do padrão, porque essa é a informação sobre a qual você pode agir: uma GPU comum dilui a assinatura, uma placa rara faz o contrário.
O ToolsPivot declara as limitações na própria página em vez de fingir precisão absoluta. Cinco pontos merecem atenção.
Sobre o destino dos dados, a descrição precisa é esta: a leitura acontece inteiramente no seu navegador e nada é enviado aos servidores do ToolsPivot. A única requisição que sai do seu aparelho é a consulta de IP, que vai para um serviço de geolocalização de terceiros, porque é tecnicamente impossível descobrir o próprio IP público sem perguntar a alguém fora da sua rede.
Sim, o uso é gratuito e ilimitado. Não existe cadastro, conta, cota diária ou versão paga com campos adicionais. Todos os sete grupos de sinais e as três opções de exportação estão disponíveis desde o primeiro acesso.
Nenhum dado do painel é enviado aos servidores do ToolsPivot. A única requisição externa é a consulta de IP público, que parte do seu navegador para um serviço de geolocalização de terceiros e retorna provedor, ASN e cidade aproximada. Todo o resto é lido e calculado localmente.
Basta abrir a página no navegador do próprio aparelho. A detecção funciona igual em Android e iOS e identifica Chrome, Safari, Samsung Internet, Firefox e outros, com versão, modelo do aparelho quando disponível e sistema operacional.
É um texto que o navegador envia em cada requisição HTTP para se identificar. Ele informa nome, versão, motor de renderização e sistema operacional, e serve para que o servidor decida qual versão da página entregar.
Porque o seu navegador não expõe aquele sinal. Client Hints, por exemplo, funcionam em navegadores baseados em Chromium e não em Firefox ou Safari. A ferramenta prefere marcar o campo como indisponível a preencher com um valor estimado.
Ela indica o quanto a combinação de sinais do seu navegador se destaca do padrão. Em vez de um número de raridade, a ferramenta nomeia quais sinais específicos contribuem mais, como uma GPU incomum ou uma resolução fora do comum.
Porque o WebRTC pode expor o endereço interno da sua rede, e esse é o teste padrão de vazamento de VPN. Se você usa VPN e o IP local aparece junto com um IP público do túnel, a configuração está incompleta.
Sim, é comum. A geolocalização por IP reflete o registro do provedor de acesso, não a sua posição real. Redes móveis, VPNs e provedores com roteamento centralizado costumam apontar para outra cidade ou até outro estado.
Não esconde a maior parte deles. O modo anônimo limita histórico, cookies e armazenamento local, mas resolução, GPU, fuso horário, idiomas e núcleos de CPU continuam visíveis exatamente como na janela normal.
O painel mostra o que o navegador declara, incluindo valores alterados por extensões. Se uma extensão troca a string de user agent ou bloqueia canvas, o resultado refletirá a alteração. Desative as extensões para ver o estado real.
Existem quatro caminhos: copiar um campo individual, copiar o relatório completo, baixar em JSON ou baixar em TXT. O JSON é o formato indicado para anexar a chamados técnicos ou processar em script.
Serve como registro do ambiente, não como teste da página. Abra a ferramenta em cada navegador da sua matriz, salve os relatórios e use-os para documentar onde o problema aparece. Se a suspeita for de indisponibilidade do site, o verificador de status do servidor confirma o lado do servidor.
Normalmente por causa da redução da string de user agent, que zera versões menores em navegadores Chromium. Quando os Client Hints estão disponíveis, o painel exibe a versão completa da plataforma no cartão correspondente.
Não funciona. Toda a detecção depende de JavaScript rodando no seu navegador, já que não há processamento em servidor. Se o painel ficar vazio, verifique se algum bloqueador está impedindo a execução do script.