Verifique a idade de qualquer domínio. Veja a data de registro e a idade pelo RDAP, além da primeira vez que o site foi arquivado online, seu registrador, expiração, servidores de nomes e status. Verifique um domínio ou cole uma lista.
O verificador de idade de domínio é uma ferramenta que mostra quando um domínio foi registrado e há quanto tempo ele existe, lendo essa data direto dos registros públicos de registro. A versão 2.0 do ToolsPivot vai além do número único: ela usa o protocolo RDAP para a data de registro e a Wayback Machine para a primeira vez que o site foi arquivado, exibindo os dois valores lado a lado. Quem avalia um domínio para compra, audita concorrentes ou desconfia de uma loja nova precisa exatamente dessa separação entre idade do papel e idade do conteúdo.
A ferramenta consulta o bootstrap RDAP e lê o array de eventos do domínio, extraindo data de registro, data de expiração, última alteração, registrador, servidores de nomes, status e DNSSEC. Em paralelo, a API CDX da Wayback Machine devolve a primeira captura arquivada do site, e uma consulta DNS-over-HTTPS resolve o endereço IP do registro A. Todo o processamento acontece nos servidores do ToolsPivot, sem chave de API e sem cadastro, e você recebe um cartão detalhado para um domínio ou uma tabela ordenável para uma lista.
Analistas de SEO, investidores de domínio, compradores de e-commerce e times de prevenção a fraude são os perfis que mais usam esse tipo de consulta. O analista quer contextualizar o desempenho de um concorrente. O investidor quer confirmar se um domínio anunciado como antigo realmente é. O comprador quer saber se a loja que pede pagamento antecipado via Pix existe há três meses ou há três anos. Cada um busca a mesma data, mas por motivos bem diferentes.
A maioria dos verificadores gratuitos entrega um número só e não diz de onde ele veio. Pior: quando o registro não publica a data, eles mostram campo em branco ou chutam um valor. A versão 2.0 resolve isso de duas formas. Mostra registro e primeiro arquivamento juntos, e quando a data de registro não está publicada, diz "Não publicado" em vez de inventar uma idade. O rodapé de cada resultado informa a fonte e o horário da checagem.
A verificação de idade vale mais quando existe uma afirmação para conferir. Alguém diz que a empresa opera há 15 anos, que o domínio do leilão tem 12 anos de histórico, que a loja é estabelecida. A data de registro é o teste mais rápido e barato dessa afirmação. Fora desse contexto, a idade isolada raramente decide alguma coisa.
Em ccTLDs restritos e registros ocultados, a data pode não existir publicamente. Nesses casos, a primeira captura arquivada vira o melhor sinal disponível, com a ressalva de que ela é um piso e não a data exata de lançamento.
Contexto: Uma agência de São Paulo assume um cliente de e-commerce e precisa justificar o prazo do projeto.
Resultado: A média de sete anos dos concorrentes contra dois do cliente sustenta um cronograma realista.
Contexto: Um domínio listado por R$ 5.000 no aftermarket anuncia 12 anos de idade.
Resultado: O histórico quebrado derruba o valor percebido e a proposta cai pela metade.
Contexto: Um fornecedor achado em marketplace pede pagamento antecipado via Pix.
Resultado: A negociação passa a exigir pagamento contra entrega, e o prejuízo potencial é evitado.
Contexto: Um e-mail com link para um domínio parecido com o do banco chega para vários funcionários.
Resultado: O domínio entra no bloqueio corporativo no mesmo dia, antes de qualquer clique.
A idade do domínio não é fator de ranqueamento no Google, e a própria empresa diz isso há mais de uma década. John Mueller afirmou que a idade do domínio não ajuda em nada, e Matt Cutts já havia dito antes que a diferença entre um domínio de seis meses e um de um ano é pequena. Domínios antigos que ranqueiam bem chegaram lá por links acumulados, conteúdo publicado e sinais de marca construídos ao longo do tempo, não pela data no registro.
Isso muda como você deve ler o número. A idade serve como sinal de pesquisa, para contextualizar o que um concorrente teve de tempo para acumular, e não como métrica de previsão de ranking. Um domínio parado por dez anos não tem vantagem nenhuma sobre um domínio novo com conteúdo forte. É por isso que a ferramenta traz esse aviso na própria interface, em vez de vender a idade como métrica de SEO. Para medir o que de fato pesa, olhe os backlinks do concorrente e a autoridade das páginas dele.
Idade do domínio e idade do site medem coisas diferentes, e a diferença entre elas costuma ser o dado mais interessante da consulta. A primeira conta desde o registro do nome. A segunda, aqui aproximada pela primeira captura da Wayback Machine, conta desde que existiu conteúdo público o suficiente para ser arquivado. Um domínio registrado em 2015 e estacionado até 2023 exibe dez anos de registro e dois anos de site.
Três leituras saem daí. Registro muito anterior ao arquivo indica domínio guardado, estacionado ou revendido. Arquivo anterior ao registro indica queda e reregistro, e o histórico anterior não pertence ao dono atual. Datas próximas indicam projeto que foi ao ar logo depois do registro, o caso mais comum e o menos informativo. Vale lembrar que a primeira captura é um piso: o site pode ter existido antes sem que o Internet Archive passasse por ali.
Existem limites concretos e vale conhecê-los antes de tirar conclusões. Registros de alguns ccTLDs, como .de, não publicam data de criação, e nenhuma consulta sem chave recupera esse dado. Registros ocultados por privacidade seguem a mesma lógica: as datas técnicas costumam continuar públicas, mas nem sempre, e a LGPD e o RGPD empurraram registradores a esconder dados pessoais do registrante desde 2018.
Pontos essenciais:
Sim, a ferramenta é gratuita e não exige cadastro nem chave de API. Todas as fontes usadas (RDAP, Wayback Machine, crt.sh e DNS-over-HTTPS) são consultadas sem chave, então nenhum campo fica preso atrás de plano pago.
A idade do domínio conta desde o registro do nome; a idade do site conta desde que o conteúdo apareceu publicamente. A ferramenta usa a primeira captura da Wayback Machine como referência para a segunda e mostra as duas lado a lado, porque um domínio pode ter dez anos de registro e dois de conteúdo real.
Não. John Mueller, do Google, afirmou que a idade do domínio não ajuda em nada no ranqueamento, e domínios antigos que ranqueiam bem devem isso a links e conteúdo acumulados, não à data de registro. Use o dado como sinal de pesquisa e complemente com uma análise de SEO do site.
Sim, a ferramenta aceita listas de até 50 domínios por consulta. O resultado vem em tabela ordenável com exportação em CSV, JSON ou cópia direta, e o atalho Ctrl+Enter executa a lista inteira.
Porque o registro daquele TLD simplesmente não expõe a data de criação publicamente. Isso acontece com ccTLDs como .de e com registros ocultados por privacidade, e nesses casos a ferramenta mostra a primeira data vista em Certificate Transparency como piso, em vez de inventar uma idade.
RDAP é o protocolo moderno de acesso a dados de registro, padrão da ICANN desde 2017, que devolve JSON estruturado sobre HTTPS. Isso torna a leitura consistente entre TLDs, diferente do WHOIS antigo, cujo texto solto varia de servidor para servidor.
Sim. O bootstrap RDAP direciona a consulta ao servidor correto de cada TLD, incluindo os domínios brasileiros administrados pelo Registro.br e os portugueses. Vale lembrar que o Registro.br aplica limite de taxa por IP, então listas grandes de .com.br podem levar mais tempo.
Significa que existe conteúdo arquivado anterior à data de registro atual do domínio. Na prática, o domínio provavelmente caiu e foi registrado de novo por outra pessoa, e o histórico antigo não pertence ao dono atual.
Os resultados ficam em cache no servidor por uma hora para acelerar consultas repetidas. Esse cache guarda a resposta pública do RDAP e das demais fontes, não um histórico vinculado a você, e expira sozinho.
Só se o histórico for limpo, e a idade sozinha não responde isso. Um domínio antigo usado para spam ou estacionado por anos não traz benefício, então antes de comprar cheque o alerta de reregistro, o perfil de links e a disponibilidade de domínios alternativos.
Porque qualquer edição no registro atualiza esse campo: renovação, troca de servidor de nomes, mudança de e-mail de contato ou transferência de registrador. Uma alteração recente em um domínio antigo não significa que houve troca de proprietário.
O campo indica se o domínio tem assinatura DNSSEC habilitada no registro, o que protege contra falsificação de respostas de DNS. Ausência de DNSSEC é comum e não é um problema por si só, mas em domínios de banco ou governo a falta chama atenção.
Não. A normalização de entrada remove esquema, caminho e www automaticamente e ainda trata TLDs compostos como .co.uk, então colar a URL inteira funciona igual a digitar só o domínio.
Serve como triagem inicial, nunca como critério único. Um domínio recém-registrado oferecendo link em massa é sinal de alerta, mas a decisão real depende do perfil de links e do conteúdo, então combine com o criador de backlinks e uma análise manual antes de fechar qualquer coisa.